Setembro é época de recomeços e de voltarmos a sermos quem éramos. Agora compreendo porque o sol não fica para sempre na nossa pele. A chuva é introspectiva e envolve-nos em medos superficialmente intensos. Agora compreendo… não se pode manter uma relação quando não existe em nós um pedaço de vinculação. Não se pode conhecer ninguém quando não queremos partilhar segredos e vitórias. Não se pode querer amar alguém quando o futuro com aquela pessoa parece um céu nublado. Para estas pessoas não existe o amanhã, existe apenas o presente. São diferentes dos traumas, são iguais aos fantasmas. Entram e saem e não permanecem. Tentam a todo o custo captar a atenção e revelar ao mundo o quanto estão sozinhos, porque deve mesmo doer não conseguir dar a mão para ser segurado. Estas são pessoas humildemente felizes quando sustentados pela infelicidade dos outros, como se ao permitir-lhes um pouco de felicidade se sentissem abençoados. Há quem diga que na contradição se encontra a coerência, pois bem, não vejo coerência nenhuma em tanta contradição. E com isto tudo eu finalmente compreendi que nada nem ninguém vai mudar aquilo que não consegue ser mudado.
29 de setembro de 2009
Dou por encerrado Setembro
Setembro é época de recomeços e de voltarmos a sermos quem éramos. Agora compreendo porque o sol não fica para sempre na nossa pele. A chuva é introspectiva e envolve-nos em medos superficialmente intensos. Agora compreendo… não se pode manter uma relação quando não existe em nós um pedaço de vinculação. Não se pode conhecer ninguém quando não queremos partilhar segredos e vitórias. Não se pode querer amar alguém quando o futuro com aquela pessoa parece um céu nublado. Para estas pessoas não existe o amanhã, existe apenas o presente. São diferentes dos traumas, são iguais aos fantasmas. Entram e saem e não permanecem. Tentam a todo o custo captar a atenção e revelar ao mundo o quanto estão sozinhos, porque deve mesmo doer não conseguir dar a mão para ser segurado. Estas são pessoas humildemente felizes quando sustentados pela infelicidade dos outros, como se ao permitir-lhes um pouco de felicidade se sentissem abençoados. Há quem diga que na contradição se encontra a coerência, pois bem, não vejo coerência nenhuma em tanta contradição. E com isto tudo eu finalmente compreendi que nada nem ninguém vai mudar aquilo que não consegue ser mudado.
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